quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

a um Amigo

Não sei se ofereço valor
Ao vosso coração
Apenas sei da amizade
Que é um tipo de amo
Que tenho para contigo
Querido padrinho e amigo
Na vida deve haver diversas regras
Mas devem existir partes desregradas
Aquelas onde é impossível traçar um padrão
Os relacionamentos cá estão
Mas acostumados estamos a padronizar
Retificando o que possui meandros
Padronizando e subjugando
Aquele que é diferente
Sem ver a beleza pertinente
A diferença que o faz original
Em sua base, ser e pessoa
Nada vejo de mal
Eu me felicito, pois te conheço
Amigo que mesmo distante
Esta do meu lado sempre que preciso
Fico feliz, pois tenho consciência
Não de todo, mas em parte
Do que o seu ser compreende
Do seu saber de sua arte
Expressa mesmo que em uma breve opinião
Em um sentimento a soar pela guitarra
Pelos graves do baixo
Ou pelo acústico do baixolão
Obrigada. Pois és parte da minha inspiração
És aquele amigo
Que por mais que eu fique um tempo sem falar
Por assunto ou tempo faltar
O sentimento permanece comigo
E continuará a ser meu grande amigo
Sei que não é assim que se adentra ao íntimo
Tão rápido como um tiro
Apenas fico feliz por ler algo por ti escrito
Uma parte do seu coração ali transcrito

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Desabafo

Sobe pela garganta fecha o punho
De novo me domina
Descontrola e sem rumo
Meu cérebro a tudo imagina
Imagina o soco
Desferido na parde
Um filete de sangue escorre
Mas não mata minha sede
Minha sede de esmagar, matar
Tudo o que há de carência e necessidade em mim
De enforcar a fraqueza e o precisar
De alguém que me abrace assim
A fachada exposta àqueles que se importam
Seria de modo fácil quebrada
Se se dessem o trabalho de ir mais a fundo
Quem sabe algo encontrariam
Tudo bem mais que algo
Toda a extensão do meu sofrimento
Pode pensar ser exagero
Mas com minha expressividade em lágrimas desaguo
A falta de contato visual ajuda
A esconder um pouco o meu desalento
A necessidade de aparentar felicidade
Á pessoa que esta longe jah faz tempo
E me conta com alegria
O que esta passando em seus dias
E eu com meus sentimentos deturpados
Meu ódio a flor da pele
Por cada pequena coisa sem significado
Que juntas formam o que segue
Ódio desmedido a cada sentimento
Sentimentos idiotas
Que demonstram fraqueza
Abraços não dados carinhos escondidos
Necessidade de expressão
Reprimida novamente pelo medo de não aceitação
Ódio ao costume imbecil
Da necessidade de mil demonstrações
De amor, de carinho, de admiração
De receptividade
Porque a fachada não é forte?
Não consegue na minha face estampar
Algo que pode não ser verdade
Mas aos que se importar vai alegrar.
A fachada não é forte não me convence
De que tudo está bem não convence
De que tudo vai ficar bem
Meus ouvidos estoram no som alto
Não quero mais nada ouvir
Resumo de um sentimento
Que me faz não mais sorrir
Repressão por própria não aceitação
Em versos livres por nao saber padronizar
Sem rimas definidas por não estar com paciência para pensar
Sem condições de mínima clareza na mente
Puro coração sangrando sem nenhuma lente
Quem sabe a lente pela qual eu passo os meus sentimentos
Para enchergar o q há de bom em meu dia e poder dizer
Tudo bem. Quando não é verdade.
Mas uma música acalma
A fachada retorna
Para mim mesma para os outros ao redor
Até eu não resolver meus próprios problemas
Com os quais quem me é querido
Não há necessidade de se preocupar.
Se alguém ler isso...
Não se dê o trabalho de se preocupar.
É algo para eu resolver comigo
E se aqui vim extravasar...
Foi porque não queria que se preocupasse.