sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Príncipe da Névoa - resenha


Faz um bom tempo que não passo por aqui. Pelo visto até o nome da plataforma mudou. Só não mudaram as opções de escrita e letra que continuam as mesmas - ou gigantes ou mínimas - como não sou excelente programadora (na verdade sei vários nadas sobre programação) me contento com a possibilidade de postar conteúdo sem se perder em uma timeline.























Pela primeira vez eu senti vontade de escrever uma resenha sobre um livro. Escrever minha opinião sobre. Isso porque o Carlos Ruiz Zafón me despertou interesse desde os meus primeiros anos de graduação da faculdade, graças à Marina, livro que faz tantos anos que li e tenho até certo receio de voltar a ele, apesar de estar na minha lista de ótimos livros.

Tenho receio porque apesar do interesse e de ser presa pelas palavras penetrantes do autor, o gênero nunca me agradou. Eu diria que Zafón adota um suspense com breves pinceladas de terror, ao menos nos livros que li. Passo então ao Príncipe da Névoa.

Com uma incrível escrita característica e fatos amarrados com habilidade, o livro nos traz uma família de cinco pessoas fugidas da guerra. O pai, Maxmilian Carver decide se mudar para a praia com a família e ao chegarem ao novo lar conta aos filhos: Alicia, Max e Irina; e à esposa sobre a história de seu antigo dono e sua família, os Fleishmann. O casal havia adoecido depois da perda do filho em um afogamento. Mas, no decorrer da história, descobrimos que o caso não se desenrolou bem assim.

Logo no início Max, filho dos Carver descobre um bosque de estátuas envolto na névoa e algumas parecem não ficar sempre no mesmo lugar. O que depois do relógio que contava o tempo para trás quando chegaram à estação e o misterioso gato que Irina adota ao chegarem não é de muita surpresa que ocorra, mas ainda assim é contado de forma arrepiante. Max, depois de sua descoberta, conhece Roland em um passeio de bicicleta. Ele vai com Alicia e seu novo amigo mergulhar e sua irmã Irina sofre um trágico acidente, entrando em coma.

Eventos estranhos parecem se relacionar e sempre que uma aparente normalidade acontece, trazendo falsa sensação de segurança, eventos misteriosos e horripilantes tomam conta da narrativa. Até esta engrenar em uma sequência de tensão que desencadeará no desfecho. O Príncipe da Névoa está sempre a espreita e se revela como um velho conhecido dos contos de fada originais, ele quem dá o elemento fantástico e traz as dúvidas sobre a realidade.

Ao mesmo tempo em que te pega de surpresa você está sempre a espera do próximo acontecimento. Zafón possui alta destreza na construção de seu texto, fazendo com que, até mesmo uma amante de histórias belas e não tão tensas fique presa a seus livros até a última página.

Se foi uma boa ideia voltar a esse gênero de fantástico seguido de maravilhoso sem nem ser para a faculdade? Eu espero dormir essa noite (e eu sei que muitos amigos mais acostumados ao gênero estariam me chamando de fresca agora, que o livro nem é tão tenso assim), creio este livro ser mais leve que minha leitura anterior, Marina, mas eu teria de voltar a ele visto quanto tempo faz que eu o li. Talvez ter visto mais coisas nessa vida, inclusive sobre o fantástico, me fizeram mais acostumada, quem sabe? É um livro para amantes de suspense e possui escrita elaborada, segue um dos trechos mais belos do livro:

"Quando chovia forte, Max tinha a impressão de que o tempo parava. Era como uma trégua, na qual todos podiam largar o que estavam fazendo no momento e simplesmente chegar à janela para contemplar, durante horas a fio, o espetáculo daquela cortina de lágrimas do céu"


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Em um mundo de meias verdades e mentiras capengas... Onde andará a sinceridade?
Estará aos tropeços em certas mentes e sendo cruelmente surrada em outras?
O que você esta fazendo à sua sinceridade?
A esta esmagando com os protocolos da vida...
Ou enganando-a com mentiras que você conta a si mesmo?
Com as justificativas... Sem analisar os motivos verdadeiros de suas próprias atitudes.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Escalada


Sinto estar
caindo...
caindo....
caindo.....
Eu queria companhia pra essa escalada,
Eu queria poder olhar pro lado e saber que tem alguém subindo junto comigo.
Acho que cada um sobe como pode, não é?
Sim há pessoas do meu lado. Eu só tenho que enxergar...
Através da neblina de solidão, há pessoas que estão aqui. Subindo a mesma montanha.
Porém apesar do coletivo há coisas que só você pode fazer por sua subida.
Só você pode escolher os locais onde se apoiar... Só você pode esticar a mão para se içar.
Apesar de ser a mesma montanha cada pessoa tem uma escalada só sua. Que depende de suas escolhas.
E então, cada qual com a sua própria escalada, poderá compartilhar a alegria do cume que virá a todos, que tiverem a paciência e a dedicação, para ir até o final.
E no final desse grande dia, observar o por do sol... Marcando o fim com beleza e recompensa
De tantas escaladas diferentes
Em uma mesma montanha.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pensamentos


  Será que eu sou a única que, ao tomar uma decisão, não tem aquela sensação de alívio, de dever cumprido, de estar fazendo o certo?
  Não importa a minha decisão a outra possibilidade me assombra como se não houvesse amanhã.
  Vou seguir o que gosto. Não devo satisfação a ninguém... Pensamentos assim... Tentam tomar conta...
  Pois bem... A satisfação que devo a mim mesma.... Essa é a única que importa. Tenho mais é que lidar com ela.
   Quero mais é estar nos lugares que preenchem o meu coração de alegria. Fazendo aquilo de que gosto. E ainda tendo futuro com isso mesmo assim. Mas um futuro que não exclua nada. Um futuro como eu. por inteiro.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ilusão

A ilusão pode vir de diversas maneiras
Através de uma pessoa
De um pensamento...
A ilusão é a construção irreal de um sentimento
Algo que não existe mas que queremos que exista
E nos convencemos de que há algo, onde nada se tem.
Ao se dar conta do ilusório, do que na verdade não era...
Permanece a tristeza de não se ter encontrado o que procurávamos...
Mas é preciso abrir os olhos.
Que desataram a sonhar o não existente..
Substituindo a realidade...
Para viver o mundo real
"Não vale a pena viver sonhando Harry, e se esquecer de viver" Alvo Dumbledore.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Amizade

Uma amizade como a nossa não se vê em qualquer esquina
Não se vende em qualquer banquinha
É uma construção monumental com bases de ouro
E é uma simples cabana de madeira de frente pro mar
É a tranquilidade e a serenidade do balançar da rede
E a tempestade devastadora
Que traz o orvalho no dia seguinte
É a gota da água que traz esperança pra vida
Quando no deserto nada mais há a não ser devastação
No solo sem nenhuma produtividade
Sem eminência de possibilidade de sobrevivência
Nossa amizade é um oasis
Que refresca e respira
Para o despertar de um novo dia

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apaixonada


Eu estou apaixonada

Tão ridiculamente apaixonada que não sei o que é real

Tão ridiculamente apaixonada que cada olhar é fatal

Fatal que me paralisa, no perigo, me imobiliza.

Os olhos negros em enigma encontram os meus

Nada leio em seu escuro, que se contrasta com seu sorriso

Não importa o que eu iria fazer, nada mais importa a não ser você

Sinto construir uma ilusão em cima disso

Algo que não existe

Que seria alimentar uma imagem construída por meus pensamentos

Na vontade da plenitude, perdida por entre os obstáculos da vida

Meu coração acelera e a dúvida se estabelece

Por quê?

Porque raios me apaixonar de novo? Porque raios querer chorar de novo?

Acalma-te coração. Bata devagar. Bata devagar até quase parar.

Alcance a serenidade e a estabilidade da razão

Bata sereno, não te deixa levar pela emoção

Emoção, construção ou não

Destrutiva a tua composição.