quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apaixonada


Eu estou apaixonada

Tão ridiculamente apaixonada que não sei o que é real

Tão ridiculamente apaixonada que cada olhar é fatal

Fatal que me paralisa, no perigo, me imobiliza.

Os olhos negros em enigma encontram os meus

Nada leio em seu escuro, que se contrasta com seu sorriso

Não importa o que eu iria fazer, nada mais importa a não ser você

Sinto construir uma ilusão em cima disso

Algo que não existe

Que seria alimentar uma imagem construída por meus pensamentos

Na vontade da plenitude, perdida por entre os obstáculos da vida

Meu coração acelera e a dúvida se estabelece

Por quê?

Porque raios me apaixonar de novo? Porque raios querer chorar de novo?

Acalma-te coração. Bata devagar. Bata devagar até quase parar.

Alcance a serenidade e a estabilidade da razão

Bata sereno, não te deixa levar pela emoção

Emoção, construção ou não

Destrutiva a tua composição.

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