sábado, 19 de março de 2011

Agradeço ao conhecimento 15/03/2011

Será
apenas o meu coração
que sua voz toca?
Será
meu amor pela poesia
que me faz beber
cada palavra dita?
Sei,
me apaixonei pelo conteúdo.
Sei,
como a nenhum outro neste mundo.
A voz, sua reconstrução, a explicação
A nós, novatos de tudo.
Após, uma vida passando batido
Cada informação que entra pelo ouvido
Nada toca
nada corresponde
Então penso.
Será verdade?
Então hesito.
Devo me expressar?
Sei que no quesito vontade a expressão seria o remédio
Para a voz que calei
Por medo de errar
Tal medo, fruto do orgulho
Acredito que mediante a tempo conseguirei em palavras expressar o que penso.
Apenas agradeço
cada palavra
cada aula
cada entonação
Pode soar exagero tais coisas
Que escritas pela minha mão agora leio
Mas o que posso fazer se este foi o meio que meu cérebro decodificou o sentimento de que em 3 aulas suas aprendi mais sobre leitura do que em toda a minha vida?
Esse sentimento até que comum me esta sendo
A todas as matérias e a todo conteúdo
Que até agora
tenho aprendido
Mas o único
Que me desperta paixão pelo o que esta escrito
É a forma como tu passa do mais simples ao mais complicado poema
Posso até me arrepender por expressar o que penso
Mas não me arrependerei pelo que não foi dito

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ritmo e Estrutura – 03/03/2011 – Diana Berg

O ritmo permeia

Por entre fala e estrutura serpenteia

Quando não há convencional rima ainda se estabelece

Dando ao poema o tempero que enriquece

Estrutura por vezes julga o verso alheio

Se não é convencional não se adéqua ao meio

O ritmo não. Ele é tal que vira poema pelo sentido

Não sendo necessário intercalar ou interpolar

Correndo o risco de espantar

O ouvido acostumado

Ao poema quadrado

Onde esta a forma

Que respeita a norma

Porém na estrutura

Pode se apresentar conteúdo em fartura

Aqui o que interessa

Não é o que é dito

E sim o modo, rico e revolucionário

Que forma o poema e dá o sentido

Poesia, forma e vida 01/03/2011 – Diana Berg

Da tua fala compreendo o que a poesia emana

Na forma não há norma que mostre a respeito

De tudo o que se pode fazer até chegar ao leito

Com palavras que se encaixam nessa vida insana

Não há caminho correto e definido

A cada dia, há uma experiência bela a se dar ouvidos

De seguir seu sonho e não a um modelo pronto

É possível no conteúdo expressar a arte e o sonho

Amar a arte, sentimento em vida

Pelo que se escreve ter um pouco mais de autoconhecimento

Analisar como critica a forma e não o tormento

Pois tal tormento em palavras expresso

Pode ser isento de julgamento