sexta-feira, 11 de março de 2011

Ritmo e Estrutura – 03/03/2011 – Diana Berg

O ritmo permeia

Por entre fala e estrutura serpenteia

Quando não há convencional rima ainda se estabelece

Dando ao poema o tempero que enriquece

Estrutura por vezes julga o verso alheio

Se não é convencional não se adéqua ao meio

O ritmo não. Ele é tal que vira poema pelo sentido

Não sendo necessário intercalar ou interpolar

Correndo o risco de espantar

O ouvido acostumado

Ao poema quadrado

Onde esta a forma

Que respeita a norma

Porém na estrutura

Pode se apresentar conteúdo em fartura

Aqui o que interessa

Não é o que é dito

E sim o modo, rico e revolucionário

Que forma o poema e dá o sentido

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